Print the legend: a sinopse definitiva por apaixonados no assunto

Você recebe uma indicação de um amigo ou amiga de um documentário para assistir. A pessoa fala pra você: Assiste “Print the legend” que é irado. Óbvio que a pergunta que você faz é: Sobre o que é isso? Dai a pessoa fala que é sobre a indústria de impressão 3D. Sério, não sei vocês, mas para mim já me deu uma mega preguiça de assistir e ainda pensei: documentário sobre impressão 3d? Puta assunto chato. E olha que eu gosto de tecnologia. Mas pensei que não tinha muito pra falar sobre essa indústria a não ser coisas chatas e muito técnicas.

Na realidade galera, eu estava ultra errado. Os diretores Luiz Lopes e J. Clay Tweel conseguem envolver o telespectador nos desafios da indústria, recheado com diversos problemas pessoais e profissionais enfrentados pelos maiores e mais inovadores players do mercado. Em outras palavras, é muito mais sobre o fascinante e desafiador mundo da inovação do que sobre a tecnologia envolvida nesse “gadget”.

No inicio, dois dos maiores players do mercado são apresentados. De um lado a MakerBot Industries que, como é mostrado, domina o inicio da indústria de 3D com um modelo mais open source. O CEO é o Bre Pettis, que no documentário, ele próprio se compara com o Steve Jobs. Ele tem uma personalidade meio freak, mas ultra empreendedora. Não acho que ele é um Steve Jobs, mas certamente um cara mega inovador e que sabe fazer um startup. Do outro lado, a Formlabs, criada em 2011 por 3 caras que tem uns 20 e tanto anos. Os três super empreendedores, passam por grandes desafios e conquistas partindo de um projeto no kickstarter para uma fabricação e uma maior escala.

O documentário então parte para o outro lado da história. As aplicações da impressão 3D. Pra mim impressão 3D era basicamente aqueles bonecos feitos da sua imagem para guardar como decoração. Estava mais uma vez errado. As aplicações vão desde peças de quebra-cabeça até próteses.

Cody Wilson, um estudante de direito e praticamente um anarquista, que ficou famoso por ter disparado pela primeira vez uma arma feita totalmente de peças impressas pelas impressoras 3D. Criador da “Defense Distributed” que publica e distribui desenhos open source de armas para serem impressas. O documentário entra aqui numa parte mais politica, mas não menos interessante. Os diretores abordam uma questão mais profunda: armamento feito em impressora 3D e a corrida do governo para proibir a impressão destas armas. Mas fica uma questão no ar: Como proibir a impressão de determinados componentes sem proibir o uso de impressoras 3D?

Eu simplesmente amei o documentário. Fiquei com o olho praticamente sem piscar do começo ao fim. As histórias dos players e da indústria são muito bem contadas, com filmagens reais e depoimentos fantásticos dos players. Achei muito interessante que os diretores conseguiram demonstrar como o mercado funciona, os principais players, as dificuldades de empreendedores em concorrer com empresas grandes e milionárias. Fantástico documentário, do começo ao fim, diretores excelentes e edição perfeita. Eu ultra recomendo. Diversão super garantida.

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